
NOTA: A imagem de fundo «roubei-a» algures na Internet. Peço desculpa – e agradeço – ao autor do feliz instantêneo.
Cada fotografia reproduz um momento único da vida das pessoas visadas.
Olá, eu sou o Albertino, tenho onze anos e estou aqui penteadinho, de risco ao lado, nesta foto tirada em 1949, na Rua da Cinza, à frente das casas dos dois irmãos – meu tio e meu pai – António Calamote, pedreiro, e José Calamote (Zé Violas), sapateiro. É uma daquelas fotos que o meu irmão Henrique tirava quando vinha de férias, no Verão. Já vou dizer quem são os outros:
Coincidência ou «instantâneo feliz» é o que se chamará ao facto de estarem praticamente sobrepostas a imagem e a cruz, nesta foto da procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima, que vai em direcção à capelinha, em 13 de Maio de 1956 – um lindo dia primaveril.






Olhando com alguma atenção para esta curiosa fotografia, tirada na nossa terra em 1945, que vemos nós?

Professor Candeias, padre Candeias, doutor Candeias ou, simplesmente, senhor Candeias, eis uma figura ímpar de Salvador, enternecedora, cativante e respeitada de todos os que tiveram o privilégio de a conhecer. Homem de inteligência superior e de trato humano fora do comum, poderia ele ter sido alguém de nomeada e a referência que falta à nossa terra, se uma doença mental o não tivesse atingido na flor da idade – por volta dos trinta anos.