domingo, fevereiro 17, 2008

Conceito de Defesa da Pátria


Está ainda muito presente, entre os portugueses, a lembrança do conflito hoje chamado de Guerra Colonial, que durante treze longos anos, mobilizou a quase totalidade dos mancebos daquele tempo.
A mobilização era, aliás, genericamente encarada como fatalidade devida à obediência a valores que vinham sendo assimilados e se instalaram pacificamente na grande maioria da população.
Veio a revolução de 25 de Abril de 1974 e trouxe consigo, além do fim da guerra, o germe de uma consciencialização totalmente diferente, no que se refere à eventual justeza da nossa participação no conflito. O dever, antes configurado pelo conceito de defesa da Pátria, é, pelos novos ventos, distorcido, condenado, e coberto com o manto da ilegitimidade.
O sacrifício dos que intervieram na guerra ultramarina adquiriu, assim, nas consciências ideologizadas pela «revolução dos cravos», um significado pejorativo, destinado a ostracizar toda aquela geração de portugueses.
Porque o «novo» conceito de dever assume extensão diferente e os destinos dos nossos jovens são outros – ex-Jugoslávia, Bósnia, Kosovo, Afeganistão, etc., etc. – esperemos que o futuro os não condene também, nem minimize o seu sacrifício.
A foto acima é de 4 de Julho de 1961. O cenário é o caminho marítimo sulcado pelo navio «Niassa», com mais um contingente de tropas, que inclui alguns salvadorenses.

1 comentário:

nabisk disse...

O amigo tem toda a razão, mas bem hája ao 25 de Abril que acabou com essa guerra poupando muitas mortes. Quantos é que lá bateram e lutaram, e que provavelmente nem sabiam o que estavam a defender?