terça-feira, janeiro 08, 2008

A primeira comunhão


Era bastante elevada a religiosidade dos salvadorenses no dealbar dos anos setenta do século que passou. A escola primária era ainda frequentada por grande quantidade de crianças de ambos os sexos. A Escola e a Igreja tinham ainda uma ligação muito forte nas aldeias. O Padre e o Professor eram as personalidades de mais alto relevo e mais respeitadas entre a população, que via nelas a essência da cultura e da educação que pretendia para os seus filhos.
Quando chegava a idade para fazer a primeira comunhão, as mães, mesmo as mais humildes, tentavam arranjar uma roupinha nova e uns sapatinhos em bom estado para o grande acontecimento – que o era, de facto, e não só para os pequenos, mas para os pais, para os professores, para as catequistas e para o próprio pároco.
Era um dia de grande felicidade: um marco na vida duma criança, só comparável a outros tantos marcos que a vida lhe haveria de trazer futuramente: o exame da quarta, o primeiro namorico, a tropa, o curso, o casamento...
A fotografia (frente e verso) representa o dia da comunhão dos meninos e meninas das escolas de Salvador, no dia de Santo António do ano de 1971. Tem dedicatória pelo punho da professora D. Maria Adelaide (a meio da última fila), senhora de grande religiosidade e, então, a mais antiga entre os docentes da terra, desde o falecimento de seu marido, o saudoso professor José Vicente Lopes, em 22 de Agosto de 1969.

2 comentários:

Chanesco disse...

Meu caro AC (vizinho salvadorenho)

Acredito, como de resto se verifica com a nossa população em geral, que a religosidade em Salvador se mantenha.
Pena é que os garotos tenham desaparecido das nossas aldeias.

Falo sem conhecimento de causa, mas apostaria que a escola primária de Salvador já fechou portas.

Abraço Raiano

Anónimo disse...

Meu caro Chanesco se apostasse perdia. A escola primária de salvador ainda se encontra activa, pelo menos este ano lectivo. No entanto são cada vez menos as crianças e os nascimentos no Salvador e aldeias vizinhas.
Abraço Salvadorense